O mar quebra em silêncios



Este é um clamor silencioso.

Como pode algo tão asustadoramente vasto e imprevisível, ser ao mesmo tempo, pacífico e suave? Mesmo tendo o confrontando em raras ocasiões em minha vida, sigo imaginando que ele faça parte de mim, como um emaranhado de redes que ele recebe em uma quarta-feira fria, ou quando entrelaça em si mesmo, obedecendo a um satélite que sempre o contempla, calmamente,

Assim, me sinto como se ele o fosse. Pofundo, incontrolável. Rebentando nas enconstas em silêncios. Em um grito surdo, varrendo pedras e estilhaçando oferendas.

Uma carta ao tempo sempre me diz: encontre a si mesmo. Mas quem acaba buscando, se sou eu quem deve ser encontrado?

Eu busco essas respostas no mar e, inevitavelmente o visito em sonhos. Esse, por sua vez, nunca me responde. Talvez ele em sua imensidão, sinta que, por não poder proporcionar resoluções as minhas angústias terrenas, possa me acalentar em retorno, e nas ondas, ele me responde em silêncios.

Será que já me perdi no mar em outra vida?
 

Este é um clamor silencioso, 
um lenço de nostalgia eterno, indo em direção ao mar azul.
Um coração puro bate como ondas, como o vento.
Quem terá sido o primeiro homem 
a ter um coração triste e aflito?

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